NÃO SABE ONDE INVESTIR? CONHEÇA ALGUMAS OPÇÕES DE RENDA FIXA

Se você quer segurança financeira, já acumulou o valor desejado para começar um investimento, mas ainda não sabe onde investir e também não tem tantos conhecimentos sobre o mercado financeiro, o melhor é não recorrer a ativos de Renda Variável.

Nesse tipo de investimento, não é possível saber o valor que será resgatado, pois, no momento da aplicação, seu rendimento e a forma de cálculo da remuneração a ser recebida não podem ser previstos.

É assim no mercado de ações, que, apesar da possibilidade de altos retornos, possui maiores riscos e pode inclusive resultar em perdas no dinheiro investido inicialmente.

Portanto, o mercado de Renda Variável não é recomendado a investidores iniciantes. O ideal é apostar em investimentos de Renda Fixa, que geram remunerações mais previsíveis, trazendo segurança e tranquilidade. Acompanhe as 3 possibilidades que apresentamos a seguir.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO

Nessa modalidade de investimento, bancos emitem o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e vendem ao público com o objetivo de captar recursos. Os compradores, por sua vez, são remunerados, por prazo determinado, com correções monetárias ou juros que variam de acordo com o valor concedido e geram a rentabilidade do investimento.

Na prática, o investidor atua emprestando dinheiro ao banco e sendo uma fonte de captação para que a instituição possa realizar suas operações comerciais de empréstimo e responder à demanda de clientes por crédito. Nessa relação, os CDBs são os títulos que correspondem à dívida do banco com o investidor.

RENTABILIDADE

A rentabilidade do título dessa modalidade pode ser determinada em diferentes momentos. No CDB prefixado, a taxa de juros que gera a remuneração do investimento é definida na aplicação.

Assim, com esse modelo de CDB é possível saber ao certo quanto o dinheiro investido vai render até o vencimento da aplicação nesses títulos. Por isso, essa opção é a mais indicada para quem tem clareza em relação à quantia que quer receber pela aplicação ao fazer o resgate.

Já no CDB pós-fixado, o rendimento poderá variar até a data de vencimento, pois costuma ser calculado diariamente com base nas variações da taxa do Certificado de Depósitos Interbancários (CDI).

Apesar de não possuir controle sobre as variações da taxa do CDI, o investidor sabe o percentual que vai receber em cima dela. Dependendo da instituição financeira, pode ser de até mais de 100%.

Uma diferença importante entre o CDB pré e pós-fixado é que, na primeira alternativa, o dinheiro aplicado só pode ser retirado na data de vencimento do investimento, ao passo que na segunda isso pode ser feito até diariamente, dependendo do acordo firmado com a instituição financeira.

PERFIL DO INVESTIDOR EM CDB

Investir no CDB implica na possibilidade de escolher entre diferentes modalidades, formas de rentabilidade, prazos e liquidez. Isso significa que os investimentos podem ser adequados às necessidades de remuneração do investidor.

Portanto, essa é uma opção de Renda Fixa que pode atender inclusive ao perfil de investidor moderado e agressivo. Ao optar por investimento em título pós-fixado, é possível usar o cenário econômico para extrair benefícios do aumento de juros, por exemplo.

O CDB também atrai o perfil conservador, pois implica em baixo risco de crédito devido à garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de até 250.000 reais por instituição financeira e por CPF. Isso significa que se o banco quebrar, o investidor recebe o dinheiro aplicado de volta até esse valor, assim como acontece com a Poupança.

POUPANÇA

A abertura de Poupança não exige aplicação mínima, basta depositar o valor desejado na caderneta. O valor investido pode ser retirado a qualquer momento sem a cobrança de tarifas. No entanto, para que o investidor ganhe dinheiro, é preciso entender como funciona a rentabilidade da Poupança e fazer o resgate no momento certo. Caso contrário, o valor aplicado pode não render nada.

RENTABILIDADE

Os juros que geram a rentabilidade da Poupança são pagos no dia em que o dinheiro investido completa um mês. Portanto, o rendimento da Poupança é mensal e o valor depositado só sofre correção nessa data. Desse modo, resgates realizados antes do aniversário da Poupança não implicam em ganhos pelos dias nos quais o montante ficou aplicado.

PERFIL DO INVESTIDOR EM POUPANÇA

Para aqueles que estão começando a guardar dinheiro, a Poupança é uma opção. Além de não levar a prejuízos, é uma alternativa isenta de Imposto de Renda e de taxas bancárias de administração.

No entanto, é uma das modalidades de investimento que trazem os menores retornos. Por isso, não é a mais indicada para quem tem preocupações com rentabilidade.

Nas circunstâncias econômicas atuais, por exemplo, o rendimento da Poupança é superado pela inflação, o que interfere negativamente no valor da quantia aplicada inicialmente.

RENTABILIDADE

Ao emitir títulos públicos, o governo recebe aplicações em valores a partir de 30 reais e, depois, paga de volta com juros, os quais são acordados na compra dos títulos. Esse pagamento pode ser feito de uma vez só ou em parcelas.

Além disso, é possível optar por duas categorias de títulos públicos, cuja rentabilidade pode ser prefixada ou pós-fixada. Na primeira alternativa, o investidor sabe quanto vai resgatar se aguardar até o fim da aplicação e, na segunda, a remuneração varia com base em um indexador como o IPCA, por exemplo.

PERFIL DO INVESTIDOR EM TÍTULOS PÚBLICOS

Existem diversos títulos públicos, com diferentes prazos e índices indexados, os quais atendem a variados perfis de investidor. Por isso, ao escolher um título, é preciso avaliar qual é o mais compatível às suas características, seus objetivos e também ao cenário econômico.

Em comum, todas as opções apresentadas neste post podem trazer a segurança e a tranquilidade característica dos investimentos em Renda Fixa. No entanto, devem ser comparadas, pois cada uma implica em diferentes funcionamentos e rentabilidades.